Social Media Week – O que rolou de mais importante

A semana que passou foi premiada com Social Media Week. Pouco foi divulgado sobre o principal evento de redes socias do mundo, mas aqui o que vale não é só o Campus Party.

Social Media Week (SMW) é uma plataforma global que conecta pessoas, conteúdo e conversa em torno das novas tendências em móveis e meios de comunicação social. O evento foi gratuito e rolou entre os dias 07 e 11 de fevereiro de 2011, no Centro de Convenções da FAAP. Isto em São Paulo porque o mesmo evento aconteceu simultaneamente em Los Angeles, Milão, Bogotá, Cidade do México, Buenos Aires, Londres, Paris, Nova York, San Francisco, Toronto, Paris, Roma e Hong Kong. É com certeza o que há de melhor neste nicho de comunicação.

Como existe muita dificuldade em se obter informações sobre o resultado final do evento, iremos reunir aqui os principais pontos de discussão e repercussão do evento.  Abaixo os comentários de quem esteve no SMW, da própria organizadora e de blogs de colegas que estiveram no evento.

SMW/SP: Resumo

Por: Oi Acontece

Contando com os principais nomes que têm feito parte do universo da comunicação e mídias sociais, São Paulo foi uma das nove cidades escolhidas para receber a Social Media Week. E aqui foi um sucesso.

Não só recebemos os principais nomes em comunicação e mídias sociais, como integramos seus universos aos de quem esteve presente na plateia. O modelo adotado foi menos de palestra e mais de bate papo, já que acreditamos que não há respostas certas quando se fala de social media. Os convidados compartilharam sobre os caminhos que têm tomado, o que têm visto que dá certo e o que é #fail.

Debates que ajudaram a construir um pouco mais as ideias foram o principal motor dessa edição, intensa, mas muito produtiva. Com mesas sequenciais, não dava para ficar preocupado em perder um assunto em outro lugar. Era uma imersão de qualidade em cada assunto, mesmo com assuntos aparentemente triviais, como humor e trollagem, mas que trouxeram esclarecimento aos temas.

Mais do que um evento de mídias sociais, foi uma experiência social rica, onde tuitar ou blogar sobre o evento era consequência dele, valorizando as relações pessoais, onde quer que estejam as pessoas.

Saiba como foi nas outras cidades dia por dia pelo blog da Oi Acontece especial para o SMW.

Já que é um evento de redes sociais vamos saber o que foi mais comentado pelo Twitter durante o evento, certo?! Abaixo os 140 assuntos/tweets mais relevantes: 

Blogmidia8.com
Por Cleyton Carlos Torres
  1. A causa pode juntar as pessoas fisicamente e virtualmente (Caio Túlio Costa);
  2. As pessoas sempre discutiram esporte, por exemplo. O que acontece agora é que há um local para fazer isso 24 horas por dia: o Twitter;
  3. A internet é uma vitrine gigante onde todos estão vendo o que está acontecendo;
  4. O mais quente das redes é as pessoas se acharem, pessoas com os mesmos gostos;
  5. O mundo já vivia em tribos. O que a web fez foi facilitar o encontro dessas tribos (Caio Túlio Costa);
  6. As empresas tradicionais de comunicação não entendem e não querem entender que cada usuário hoje tem o poder de mídia;
  7. A academia não entende que o método de ensino e aprendizagem mudou, pois a comunicação mudou (Caio Túlio Costa);
  8. O que constrói o conhecimento é a troca constante;
  9. Quando não há moderação na rede um acaba achando que sabe mais que o outro;
  10. O trabalho em rede deve ser um trabalho de mobilização e não apenas a assinatura de um projeto (Caio Túlio Costa);
  11. A rede tem uma vocação, e essa vocação é a interação (Caio Túlio Costa);
  12. Transpor para a rede mecanismos antigos que não estão relacionados com a interação é um erro;
  13. Garanto que o jornal exclusivo para o iPad, de Murdoch, não dará certo por não existir interação (Caio Túlio Costa);
  14. A influência é a somatória de referências (Caio Túlio Costa);
  15. A velha mídia conseguiu matar a AOL (Caio Túlio Costa);
  16. O Egito pegando fogo e o Sarney é reeleito. A bravura da geração Y cabe em apenas 140 caracteres?;
  17. Como colocar o jornalismo ao lado da interação na rede? Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares;
  18. Mobilização na rede não é só Facebook ou Twitter. No Egito estão usando a telefonia fixa e até o fax para burlar a censura;
  19. O Google é um excelente modelo de negócio que acabou com os classificados tradicionais dos jornais;
  20. A rede é um ambiente aberto. O que ainda vale é o manual do bom senso;
  21. Liberdade de expressão é totalmente diferente de liberdade de ação;
  22. A internet quebrou a hierarquia da notícia e aproximou o mundo;
  23. As redes sociais são uma ferramenta construída pela humanidade, e a humanidade tem a comunicação como ferramenta principal;
  24. As redes sociais possibilitam a exploração de outros mundos;
  25. Você entra num elevador com 4 vizinhos e não rola um oi. Depois essas pessoas vão pro PC e twittam o tempo todo. Social, onde?;
  26. Social e ambiental não são diferenciais, são obrigações de uma empresa;
  27. O que estamos vivendo hoje foi um sonho realizado por alguém. Na web podemos refletir sobre nossos sonhos;
  28. Você não deve medir uma pessoa pelo número de seguidores no Twitter, mas sim pelas causas e ideais que essa pessoa defende;
  29. Se construímos a era da informação e do conhecimento e ela não resolve os problemas da humanidade, ela não serviu para nada;
  30. Discordo. Antes do instinto de coletividade vem o instinto da sobrevivência. Só depois o homem se uniu para sobreviver;
  31. Devemos deixar a hierarquia no sistema. A informação deve circular;
  32. Os problemas são fontes ímpares de riqueza. Se não fossem pelos problemas a humanidade não teria chego até aqui;
  33. A ação só acontece na medida em que eu me socializo;
  34. Quando uma empresa assume um erro nas redes sociais ela cria uma relação de confiança com o consumidor;
  35. Quando uma empresa assume um erro nas redes sociais ela cria uma relação de confiança com o consumidor;
  36. Não devemos só exigir o que é nosso. Devemos chamar o outro para a conversa. Não existem inimigos nessa história;
  37. O modelo tradicional de ensino é totalmente anti-social. O modelo professor x aluno é anti-social. O que salva são os intervalos;
  38. Estamos construindo a ferramenta da democracia participativa;
  39. O espaço social digital oferece diferentes formas de mobilização;
  40. Estamos passando da era da informação e do conhecimento para a era da sabedoria;
  41. O “faz um viral para mim” de ontem virou o “me coloca no “trending topics” hoje;
  42. As empresas precisam entender o poder do usuário nas redes sociais e se adaptarem;
  43. Pelo contrário: não é que a Brastemp não conseguiu agir. Ela não quis agir;
  44. As empresas deviam usar o Twitter p/ entenderem o que as pessoas realmente estão escrevendo, e não apenas como um local de divulgação;
  45. Um dos problemas do Twitter é que você nunca sabe onde está clicando, pois sempre usam encurtadores de url;
  46. Não tem um “lado” da Brastemp. Tem a versão “cliente e empresa”, e a Brastemp não fez o mínimo para com o cliente;
  47. Não existe receita de bolo nas redes sociais, mas o bom senso empresarial deve prevalecer;
  48. Deixar as pessoas sem internet é como deixá-las sem comida;
  49. O Twitter é um excelente termômetro;
  50. O que o brasileiro faz nas mídias sociais: gosta de falar, de conversar, ao contrário dos ingleses que são mais limitados;
  51. Se os políticos realmente estivessem nas redes sociais eles não aprovariam o aumento do próprio salário;
  52. A quantidade de repercussões é que faz o Twitter ser representativo;
  53. Muitas pessoas dão RT só para fazerem parte de um grupo, de algo maior, mesmo não sabendo o significado da mensagem;
  54. Outro papel do Twitter é pautar a imprensa;
  55. Não adianta censura só a web. O Egito tomou US$ 90 milhões de prejuízo em 5 dias e milhares de manifestantes foram às ruas;
  56. A conta da empresa no Twitter reflete a opinião da empresa. A conta do funcionário reflete a opinião do funcionário… da empresa!;
  57. Como ter reflexão se há tanto investimento em superficialidade na mídia?;
  58. Na Inglaterra e em outros países da Europa as pessoas têm mais contato com os políticos, são pessoas “reais”. Já no Brasil…;
  59. Devemos analisar o quanto que a gente quer de resposta real, de vingança ou de humilhação nas redes sociais;
  60. Muitas vezes, além de uma resposta, nós queremos vingança e até mesmo a humilhação de uma marca, produto ou personalidade;
  61. Com as redes sociais o que muda nas empresas não é só a gestão de marcas, mas também a gestão de cultura;
  62. Com as redes sociais o que muda nas empresas não é só a gestão de marcas, mas também a gestão de cultura;
  63. O mundo está se tornando horizontal e em rede;
  64. As empresas ainda estão iludidas com a possibilidade de controle;
  65. Você está falando com um consumidor ou uma pessoa? Um funcionário ou uma pessoa? Um investidor ou uma pessoa?;
  66. A empresa é um sistema vivo inserida em um ecossistema complexo;
  67. A rede social virou um diagnóstico da sua empresa. Ela expõe os problemas que antes eram escondidos;
  68. O modelo organizacional da empresa não colabora para que ela inove;
  69. As empresas são fragmentadas e as redes sociais são transversais. Só isso já é um problema;
  70. Como viver sendo visto 100% do tempo e de todos os ângulos? Com as redes sociais não há mais paredes;
  71. Toda empresa já está nas redes sociais, quer ela queria ou não. Seja de forma positiva ou negativa;
  72. Com as redes sociais ficou mais barato, fácil e gostoso fazer marketing;
  73. A tecnologia é muito mais rápida do que qualquer plano de marketing;
  74. A marca é muito maior que a empresa;
  75. Antes de se preocupar com as redes sociais você deve se preocupar com a sua empresa. Ela é uma boa empresa?;
  76. Acabou a fase das empresas prometerem um produto e não poderem entregar. As marcas precisam entregar o que elas prometem;
  77. O indivíduo tem valores, as pessoas têm interesses. É um novo plano de conversa para as empresas;
  78. As marcas ficam entre teses e teorias, sendo que precisam focar a atenção nos consumidores, nas redes sociais;
  79. Quando os consumidores descobriram que havia um canal para entrar em contato e comprometer as empresas isso se tornou uma arma;
  80. As empresas estão em uma tendência de fazer tudo. Faça apenas o mínimo, mas faça com qualidade;
  81. A era digital é como sexo no colegial: muita gente fala, pouca gente faz e quem faz, faz mal feito;
  82. Mídias social é ambiente, não mídia;
  83. Estamos falando de um mundo novo com olhares antigos;
  84. As empresas precisam atender bem em todos os canais e não apenas em alguns específicos;
  85. Estamos em um ótimo momento para se discutir a comunicação. Alguns acham isso negativo, outros acham positivo;
  86. Quando a mídia social é apenas um avatar e não reflete a sua realidade isso passa a ser algo negativo;
  87. Não há mais tanto espaço entre o online e o offline. O problema é quando o online te afasta do mundo offiline;
  88. Não estamos vivendo uma era de mudanças, mas sim uma mudança de era;
  89. Os grandes pensadores da humanidade nem sequer sonharam com a web. Nós realmente estamos fazendo a nossa parte como todo esse poder?;
  90. Mania de achar que pedreiro e empregada são diferenciais quando têm celulares ou Twitter. Todos se comunicam, principalmente na rede;
  91. Acho interessante quando falamos que “estamos” batendo tantos usuários no Facebook. Estamos? Nós estamos?;
  92. Vídeo do case da KLM: http://goo.gl/FvLQe
  93. É muito simplório resumir a ação de uma empresa nas mídias sociais apenas em likes, RTs ou membros de uma comunidade no Orkut;
  94. Sensacional. De 2% a 5% do tráfego do Jovem Nerd vem do iG. Mais de 50% vem de tráfego direto;
  95. Outros dados interessantes: os blogs do Estadão já são mais acessados que o portal e a 3a. fonte de tráfego da Veja vem do Twitter;
  96. O portal do Estadão é uma mídia tradicional, pois mesmo estando em um ambiente online, ele nasceu na mídia tradicional;
  97. Já a mídia social é aquela em que o conteúdo é gerado pelo usuário;
  98. A mídia tradicional pauta a mídia social. Dos 10 termos mais citados no Twitter em 2010, 8 nasceram na mídia tradicional;
  99. O Twitter para as redações vale mais pelo pulso do que as pessoas estão pensando e falando do que fonte de informação;
  100. Apenas duas capas das revistas Veja e Época citaram claramente as redes sociais em 2010;
  101. Mídia tradicional e mídia social possuem papéis complementares;
  102. É possível aumentar a influência das mídias sociais? Sim, mas ainda há a falta de conteúdo social de qualidade;
  103. A maioria dos grandes produtores independentes de conteúdo são fisgados pelos grandes portais;
  104. Apenas 8 dos grandes portais brasileiros representam 78% do tráfego no país;
  105. A reputação de marca (credibilidade) ainda pesa muito no consumo de informações na internet;
  106. Algumas pesquisas demonstram que os usuários consomem a informação nas redes sociais e depois checam a notícia na mídia tradicional;
  107. Expressões como “deu na Globo” ou “deu no New York Times” ainda possuem importância;
  108. O difícil da customização é não deixar o produto “pessoal” demais. Ele deve ser seu, mas também deve ser para os outros;
  109. João Ciaco comenta que a Fiat aprendeu muito com os erros que cometeu em uma ação nas mídias sociais;
  110. Não dá para pensarmos em carro da mesma maneira em que pensávamos antigamente;
  111. O carro “conectado” também é umas das visões das empresas automobilísticas;
  112. O carro elétrico é totalmente real e está disponível, ele só não é economicamente viável;
  113. Dá pra ouvir a opinião do cliente? Ouvir, sim. Conversar é outra história (João Ciaco);
  114. Diálogo pressupõe dinâmica e proximidade. As empresas ainda não estão acostumadas com isso;
  115. No caso do Fiat Mio colocamos a conversa aberta e livre. Corremos risco? Sim, mas funcionou (João Ciaco);
  116. O melhor do projeto Mio foi que áreas que não se falavam passaram a dialogar entre elas;
  117. Há uma área específica dentro da Fiat para o monitoramento e trabalho com redes sociais;
  118. A atividade cerebral de uma pessoa lendo um livro é totalmente diferente de quem usa o Google;
  119. Ações em social media precisam sair na mídia tradicional para ter credibilidade. Todo evento de social media é assim;
  120. Sempre demonstram ações revolucionárias e, logo em seguida, mostram onde a ação saiu na mídia tradicional. Isso traduz certo sucesso;
  121. A estratégia em mídia social é para qualquer marca? Não. Melhor resposta do evento até agora!;
  122. Se um funcionário quiser perder tempo, não adianta bloquear as redes sociais. Ele irá encontrar outra coisa para perder tempo;
  123. A web possibilita a diversidade de novos papéis. No palco case de gatos vendidos no Mercado Livre por pessoas de classe baixa;
  124. A web melhora o relacionamento pessoal porque é impessoal;
  125. Existe uma grande diferença entre um contato virtual e um encontro virtual. No encontro os contextos pessoais são considerados;
  126. 28% dos usuários americanos com iPhone checam o Facebook antes de sair da cama ao acordar;
  127. 48% dos americanos checam o Facebook logo que acordam;
  128. É bacana acessar o Facebook logo pela manhã ao acordar. O que não é bacana é almoçar com a família acessando o Facebook;
  129. Estamos confundindo conexão com amizade;
  130. Uma edição de domingo do New York Times contém mais informações do que um homem que viveu no iluminismo conquistou durante a vida;
  131. A vida é o nosso tempo. Tem gente que troca o tempo por dinheiro só para manter um status porque o vizinho mantém;
  132. O processo é o mesmo: alguém precisa de um produto e alguém vende esse produto. O que muda são as redes sociais para a conexão;
  133. Mobile significa internet. Internet significa mobilidade;
  134. Há todo um mercado para ser explorado no universo mobile. E não estamos nem no começo ainda;
  135. O usuário pode não ter grana, mas não é burro. Até mesmo os aparelhos mais piratas já são equipados com wi-fi;
  136. O tempo de uso e a frequência de uso do mobile são maiores do que na web;
  137. O Foursquare é muito mais do que um aplicativo; é um serviço;
  138. O grande problema no desenvolvimento de apps no Brasil ainda é a falta de investimento;
  139. Se você tem uma ideia e só pensa em aplicá-la na web corre o risco de tomar um não de um investidor logo de cara;
  140. Por que usar todos e imagináveis termos estrangeiros para falar de mídia digital?;

Ano que vem tem mais. Enquanto isto vamos trabalhar forte para alcançar os resultados com criatividade, inteligência e ética.


 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: