Nova Classe Média. A menina dos olhos de 2011

Os estudos abaixo demonstram o efeito da “nova classe média” no aquecimento da economia nacional. É tida como nova devido ao reposicionamento da classe D, que ultrapassa o nível de consumo da classe B. Juntas, as classes C e D, somam números cada vez maiores e movimentam o mercado. Desta forma, ganham a atenção das grandes empresas, cada vez direcionando seus esforços para atingir este público.

Com as informações abaixo o mercado já projeta o que será 2011 e como direcionar os esforços para atingir esse público que é tão valioso.

O ESTADO DE S.PAULO

Com a volta do crescimento econômico e, consequentemente, o aumento do emprego e da renda, o que se viu nos últimos anos foi a explosão da classe C no mercado de consumo. Hoje ela é quase a metade da população brasileira. Agora, com a volta do crédito de longo prazo, a classe D também passa a ter relevância no consumo doméstico.

Pela primeira vez, a massa de renda das famílias da classe D vai ultrapassar a da classe B, de acordo com os cálculos do instituto de pesquisas Data Popular. Considerando a expectativa de 7% para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, as famílias com ganho mensal entre R$ 511 e R$ 1.530 têm para gastar com produtos e serviços R$ 381,2 bilhões ou 28% da massa total de rendimentos de R$ 1,380 trilhão. Enquanto isso, a classe B vai ter R$ 329,5 bilhões (24%). A classe B tem renda entre R$ 5.101 e R$ 10.200. No entanto, o maior potencial de compras, R$ 427,6 bilhões, continua no bolso da classe C.

De oito categorias de produtos avaliados pelo instituto de pesquisas, em quatro delas o potencial de consumo da classe D supera o da B para este ano. São elas: alimentação dentro do lar (R$ 68,2 bilhões); móveis, eletrodomésticos e eletrônicos para o lar (R$ 16,3 bilhões); vestuário e acessórios (R$ 12,7 bilhões) e remédios (R$ 9,9 bilhões).

Em artigos de higiene, cuidados pessoais e limpeza do lar, os potenciais de consumo das classes D e B são idênticos (R$ 11 bilhões). Os gastos da classe B são maiores que os da D em itens diferenciados: alimentação fora do lar, lazer, cultura, viagens e despesas com veículo próprio.

As oscilações das posições das classes sociais no ranking do potencial de consumo refletem as condições favoráveis da macroeconomia para as camadas de menor renda: o aumento do salário mínimo, benefícios sociais, como o Bolsa Família e a geração de empregos formais.

Entre abril de 2003 e janeiro de 2010, o salário mínimo teve aumento real (acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, que avalia o custo de vida para as famílias com renda entre um e seis salários mínimos), de 53,7%. Só em janeiro de 2010, por exemplo, foram injetados na economia R$ 26,6 bilhões ou 0,70% do PIB por causa do reajuste de 9,67% do mínimo. Há grande probabilidade de esse montante ter ido para as famílias de menor renda.

Além do ganho real do salário mínimo, mais dois ingredientes turbinam o potencial de consumo da baixa renda: a criação de empregos formais e o crédito consignado, aquele com taxa de juros menor em relação à média do mercado, pois o pagamento é feito com desconto na folha de salário das empresas.

A classe D vive um momento curioso: tem renda e carência de produtos. Uma pesquisa nacional feita pelo mesmo instituto no segundo semestre do ano passado com 5 mil entrevistados de todos os estratos sociais, revela que o déficit de produtos das famílias da classe D é gigantesco, quando comparado com o da classe C. No caso da classe D, a combinação de poder de compra com carência de produto faz com que a renda se transforme rapidamente em consumo, enquanto boa parte das compras é de reposição de produtos para a classe C.

Em uma pesquisa realizada no começo de 2010 pelo mesmo instituto, foi constatado que 41% das famílias da classe D pretendem comprar máquina de lavar neste ano e 49% da classe C tem pretensão de compra do mesmo produto. Depois da máquina de lavar, o formo de micro-ondas é o eletrodoméstico mais desejado pela classe D, com intenção de compra de 37% das famílias, seguido pela geladeira (35%), computador (29%), aspirador de pó (28%) e televisão de LCD ou plasma (23%).

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  1. 22 de fevereiro de 2011

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