Arquivo de dezembro \24\UTC 2010

O que esperar da web, Ipad e das novidades em 2011

Alguns teimam em aceitar que 2010 foi o ano da revolução das redes sociais, outros não acreditam que o Ipad é a reformulação dos hábitos de leitura e de navegação das pessoas e ainda há quem duvide que a publicidade mudou.

Como é possível ignorar que neste ano o Facebook chegou a 500 mi de perfis? A página já superou o monstro Google em números de visitas. Esta é, sem dúvidas, a prova de que a coisa toda mudou. Você sabe qual será o faturamento do FB este ano? Pois então veja:”US$ 2 bi em 2010.” Pois é, e se ligou que isso dá uns R$  3 bi/ano e que a Globo – isso mesmo, a Globo, a “dona” do Brasil – fatura algo como uns R$ 9 bi, a Abril, com seus muitos anos de vida nas costas, algo como uns R$ 2 bi e pouco e a RBS, a terceira maior empresa de mídia do Brasil cerca de R$ 1 bi?”

O mercado não tem mais espaço para os velhacos da antiga economia. Isto em qualquer segmento, não só na comunicação. Para aqueles que construíram seus impérios (não importa o tamanho) baseados em papel, caminhões, fumaça, longos deslocamentos e todo esse blá, blá, blá, a internet é assustadora. Segundo eles “Internet é uma coisa fluida, você paga pra ver mais adiante. E se o retorno não vier?”

É a primeira vez que os anunciantes irão investir mais em propaganda da internet do que em jornais e revistas nos EUA. A Publicidade on-line subiu 14% em 2010, para US$ 25,8 bilhões, enquanto anúncios em jornais impressos caíram 8,2%, para US$ 22,8 bilhões. Ano que vem a tendência permanece de acordo com a mudança dos hábitos de consumo da população, crescendo sempre.

O IPad está sendo vendido no Brasil a cerca de 1 mês. Desde seu lançamento, o aplicativo da Folha de SP foi baixado por 55 mil aparelhos. Qual é a proporção de visualizações comparada com a tiragem do jornal? Pensou nisso? E olha que este número já será maior quando terminar de ler esse post.

Se os tradicionalistas vacilarem um pouquinho correm o risco de perder a maior onda de modernidade da história. O The New York Times é grátis, tem a melhor versão para iPad que conheço, pode começar a ter muitos leitores no Brasil e outros países e fazer versões multi-língua. O Daily deve ser o primeiro jornal feito especialmente para o iPad. O Murdoch o promete para janeiro, por US$ 0,99 por semana (preço de internet).

Tudo isto mostra para onde estamos indo, mas muitos não sabem o que fazer com isto. Pois então descubram! Não há tempo para pensar no que pode ou não dar certo. O mundo mudou em 201o. Se ainda não entendeu tudo isso corra, você pode ficar pra traz.

A não explicação de um ano que voou. Mais um cartão. Mas o nosso “rola”.

Nova Classe Média. A menina dos olhos de 2011

Os estudos abaixo demonstram o efeito da “nova classe média” no aquecimento da economia nacional. É tida como nova devido ao reposicionamento da classe D, que ultrapassa o nível de consumo da classe B. Juntas, as classes C e D, somam números cada vez maiores e movimentam o mercado. Desta forma, ganham a atenção das grandes empresas, cada vez direcionando seus esforços para atingir este público.

Com as informações abaixo o mercado já projeta o que será 2011 e como direcionar os esforços para atingir esse público que é tão valioso.

O ESTADO DE S.PAULO

Com a volta do crescimento econômico e, consequentemente, o aumento do emprego e da renda, o que se viu nos últimos anos foi a explosão da classe C no mercado de consumo. Hoje ela é quase a metade da população brasileira. Agora, com a volta do crédito de longo prazo, a classe D também passa a ter relevância no consumo doméstico.

Pela primeira vez, a massa de renda das famílias da classe D vai ultrapassar a da classe B, de acordo com os cálculos do instituto de pesquisas Data Popular. Considerando a expectativa de 7% para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, as famílias com ganho mensal entre R$ 511 e R$ 1.530 têm para gastar com produtos e serviços R$ 381,2 bilhões ou 28% da massa total de rendimentos de R$ 1,380 trilhão. Enquanto isso, a classe B vai ter R$ 329,5 bilhões (24%). A classe B tem renda entre R$ 5.101 e R$ 10.200. No entanto, o maior potencial de compras, R$ 427,6 bilhões, continua no bolso da classe C.

De oito categorias de produtos avaliados pelo instituto de pesquisas, em quatro delas o potencial de consumo da classe D supera o da B para este ano. São elas: alimentação dentro do lar (R$ 68,2 bilhões); móveis, eletrodomésticos e eletrônicos para o lar (R$ 16,3 bilhões); vestuário e acessórios (R$ 12,7 bilhões) e remédios (R$ 9,9 bilhões).

Em artigos de higiene, cuidados pessoais e limpeza do lar, os potenciais de consumo das classes D e B são idênticos (R$ 11 bilhões). Os gastos da classe B são maiores que os da D em itens diferenciados: alimentação fora do lar, lazer, cultura, viagens e despesas com veículo próprio.

As oscilações das posições das classes sociais no ranking do potencial de consumo refletem as condições favoráveis da macroeconomia para as camadas de menor renda: o aumento do salário mínimo, benefícios sociais, como o Bolsa Família e a geração de empregos formais.

Entre abril de 2003 e janeiro de 2010, o salário mínimo teve aumento real (acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, que avalia o custo de vida para as famílias com renda entre um e seis salários mínimos), de 53,7%. Só em janeiro de 2010, por exemplo, foram injetados na economia R$ 26,6 bilhões ou 0,70% do PIB por causa do reajuste de 9,67% do mínimo. Há grande probabilidade de esse montante ter ido para as famílias de menor renda.

Além do ganho real do salário mínimo, mais dois ingredientes turbinam o potencial de consumo da baixa renda: a criação de empregos formais e o crédito consignado, aquele com taxa de juros menor em relação à média do mercado, pois o pagamento é feito com desconto na folha de salário das empresas.

A classe D vive um momento curioso: tem renda e carência de produtos. Uma pesquisa nacional feita pelo mesmo instituto no segundo semestre do ano passado com 5 mil entrevistados de todos os estratos sociais, revela que o déficit de produtos das famílias da classe D é gigantesco, quando comparado com o da classe C. No caso da classe D, a combinação de poder de compra com carência de produto faz com que a renda se transforme rapidamente em consumo, enquanto boa parte das compras é de reposição de produtos para a classe C.

Em uma pesquisa realizada no começo de 2010 pelo mesmo instituto, foi constatado que 41% das famílias da classe D pretendem comprar máquina de lavar neste ano e 49% da classe C tem pretensão de compra do mesmo produto. Depois da máquina de lavar, o formo de micro-ondas é o eletrodoméstico mais desejado pela classe D, com intenção de compra de 37% das famílias, seguido pela geladeira (35%), computador (29%), aspirador de pó (28%) e televisão de LCD ou plasma (23%).

O nascimento de Jesus na era digital

Este vídeo é simplesmente sensacional! Não poderíamos deixar de fora já levando em conta a criatividade, mas principalmente por ser exatamente assim que as coisas acontecem hoje.

Qualquer semelhança com algo que aconteceu com você ou sua familia não é mera coincidência, viu?!

As 10 tendências globais de consumo de mídia

Será que a TV ainda é carro chefe? O que acontecerá com a internet e as redes sociais, e como o celular é mensurado neste sentido? Jornal, rádio, tablets e mais um monte de coisas…

Respondendo perguntas como estas, o site Advertising Age (EUA) listou o que acredita ser a tendência nas mídias para os próximos anos. O cenário da mídia mundial tem espelhado uma economia mais ampla – o que quer dizer que as nações desenvolvidas estão se fragmentando enquanto nações em desenvolvimento estão tendo sucesso. Isto é tão verdade para TV e jornais como é também para vídeos online e mobile.

Mas e ai?! A TV ainda funciona? Sim! Principalmente nas classes sociais mais humildes. No Kenya, por exemplo, a taxa de penetração da TV cresceu cerca de 60% para 70% em quatro anos: de 2005 a 2009, mesmo tendo um crescimento de quase metade dos números de lares mensurados. E no Brasil? Vamos falar da nossa realidade. Mesmo nas favelas de São Paulo, o aparelho de TV é líder em vendas na cadeia de varejo Casas Bahia, apesar do fato de que os moradores tendem a não ter eletricidade ou água corrente. A TV Globo, por exemplo, tem transmitido novelas produzidas localmente desde os anos 1970, e muitas dessas atingem audiência de 80 milhões de telespectadores.

Vamos falar de redes sociais. Quando se trata de tempo de permanência no site, o Facebook massacra todos os rivais com 6 horas contra menos da metade para todos os outros sites considerados top 10. De acordo com o estudo da rede DDB, de 1.642 usuários internacionais do Facebook, a média de fãs auto-declarados é de 31 anos, sendo que eles seguem 9 marcas. ¾ deles (76%) já clicaram em “curtir” para sinalizar que são fãs da marca. Em contrapartida, 95% deles esperam um tratamento especial e 94% estão dispostos a defender a marca se necessário. A inovação dos cyber cafés têm ajudado a propagar o uso da internet nos mercados emergentes.

Dizem por ai que as tablets, internet e celulares irão acabar com os veículos off-line. Só que em países ainda em desenvolvimento, caso do Brasil, isto não é tão dinâmico como se imagina. Apenas na Índia, outro exemplo, o número de jornais pagos subiu 44% e chegou a 2.700 títulos desde 2005, respondendo por mais de 1/5 de todos os títulos de jornais do planeta.

De modo geral tudo que é digital está evoluindo e crescendo muito rápido e isto tem que ser levado em conta nas projeções. A TV ainda é forte, o jornal ainda existe, mas a web está cada vez mais dominando a atenção das pessoas. É a grande tendência mundial. O tempo gasto com computadores tem triplicado nas últimas décadas entre crianças de 8 a 18 anos. A maior parte do tempo gasto deste grupo é em mídia social, seguida no ranking por jogos, sites de vídeo e mensagens instantâneas. O pacote consumido por crianças engloba na média um total de 10 horas e 45 minutos de conteúdo de mídia em um período de 7 horas e meia de exposição. Agora faça um exercício: imagine o quanto este grupo irá consumir em média, em 10 anos, quando eles entrarem no mundo dos negócios e começarem a consumir de fato.

Porém não podemos esquecer o motivo principal de nossa existência: a criatividade. Ela sempre deve ser a base de nossos planejamentos e a responsável por abrir novas alternativas. Já mostramos aqui no blog propostas geniais que garantiram o sucesso da ação. Não há receita de sucesso, mas aliando expertise, criatividade e a análise correta do mercado e suas curvas poderemos chegar aos resultados que buscamos.

Referência:  AdNews

Governo quer controlar conteúdo de rádio e TV

Criar um novo órgão para o setor de telecomunicações e radiodifusão é a proposta do governo para 2011. Segundo as informações da Folha de S. Paulo, a vertente chamada ANC (Agência Nacional de Comunicação) substituiria a Ancine (Agência Nacional do Cinema) e regularia o conteúdo de rádio e TV.

O órgão é resultado das discussões sobre o marco regulatório e, segundo o jornal, terá poderes para multar empresas que fugirem das regras, como veicular programação inadequada ao horário, entre outras. A ideia ainda regulamenta a participação de políticos com mandato em veículos de rádio e TV.

A criação do órgão, entretanto, não será encaminhada pelo governo Lula. Quem deverá levar o projeto é a presidente eleita Dilma Rousseff, que irá decidir se a proposta será ou não enviada ao Congresso.

De acordo com a Folha, o governo não considera a agência como censura, porque o conteúdo será analisado depois de veiculado. Representantes do setor, porém, avaliam que a proposta abre brechas para cercear jornalismo e dramaturgia. Além disso, dizem, a Constituição já prevê punição para os abusos.

A criação da agência para regular conteúdo tem apoio de entidades que defendem o “controle social da mídia”.

Fontes: Folha e AdNewns

Plante árvores salvando seus arquivos em .WWF

WWF

Você recebe um monte de emails com aqueles avisos padrão de empresas alertando para você pensar antes de imprimir. Você pensa bastante, mas ainda assim precisa do papel e manda ver no “print..”. Tudo bem, não se sinta culpado.

Acontece que a WWF da Alemanha criou um formato de arquivo próprio, o .WWF (ahn, sacou?), que simplesmente bloqueia a função “imprimir” do seu computador. Você decide que arquivo não precisa de impressão, salva ele nesse formato, e envia pra quem quiser.

Por enquanto só existe a versão pra Mac, mas prometem uma em breve para Windowstambém. Você pode fazer o download no site saveaswwf.com

É uma sacadinha esperta, adorada por publicitários e que vale pelo barulho, mas como tudo que envolve instalação de coisas extras, pouco utilizada de fato por quem interessa.

Fonte: Brainstrom 9

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