+ 45 milhões de novos consumidores com acesso a internet.

O crescimento da nova classe C é responsável pela inclusão de 45 milhões de brasileiros na rede mundial de computadores.

A nova classe média já representa a maior parte da população. Além de ter despertado a atenção de todos os mercados, devido ao seu aumento no poder de compra, está ainda mais ligada aos aparatos do mundo digital. Mais importante do que a própria inclusão, é a proporção com que a internet influencia na decisão de compra de produtos e serviços destes usuários:

Ranking de influencia na decisão de compra:

  • Televisão: 28%
  • Boca a Boca: 21%
  • Internet: 19%
  • Jornais: 9%
  • Revistas: 7%

Outro ponto importante é de onde eles acessam: 43% de casa, 32% da lan house , 30% da casa de amigos e o restante do trabalho ou da faculdade. A presença entre homens e mulheres está empatada e 71% dos usuários navegam diariamente pela rede.

Para que eles acessam? Essa pergunta é muito pertinente. Do universo de acessos o maior interesse é por realizar pesquisas, seguido pelo e-mail pessoal, buscas por informações/estudos, redes sociais e vídeos.

É interessante pensar que a classe C tem por costume reproduzir no meio digital os mesmo hábitos e costumes de redes de relacionamento da vida comum que aplicam em seu cotidiano. Em comunidades menos favorecidas todos se relacionam e se ajudam, seja indicando uma vaga de emprego, uma promoção ou algumas novidades. É por isto que são muito mais ativos nas redes sociais do que as classes A e B.

Mesmo tendo a troca de e-mails e as redes sociais como principais atividades, a nova classe média vem descobrindo a internet como um novo canal de consumo. Uma prova disto é que no ano passado quase 40% de todos os novos consumidores que fizeram sua primeira compra na internet são dessa classe. Os mais vendidos são computadores e geladeiras. Livros, revistas e roupas também ocupam uma boa posição entre os mais comprados. O tíquete médio já é de R$ 321,00, enquanto a média do mercado e de R$ 361,00, uma diferença de apenas 12%. No varejo, os números são ainda mais impressionantes, uma vez que 68% dos internautas pesquisam preços pela internet antes de comprar.

Com tanta informação o importante é aproveitar as oportunidades de maneira inteligente. O relacionamento com o cliente, a credibilidade e a opinião dos amigos são tão importantes quanto no mundo real. Este público enxerga no mundo virtual uma possibilidade de transformar seu estilo de vida e de continuar crescendo na pirâmide social. Vender estas promessas pode ser um bom negócio, mas sem perder a ética e a qualidade dos produtos e serviços.

Perder a confiança deste público é descer a ladeira sem poder pisar no freio.

Fonte: Revista Exame

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