A publicidade nas redes sociais

Duas notícias sobre redes sociais chamaram a atenção em dois jornais de expressão. Uma delas no Valor Econômico e outra na Folha de S.Paulo, abaixo as manchetes:

“Potencial de publicidade no Twitter divide anunciantes”. (Valor Econômico)

“Redes sociais são o shopping do futuro”. (Folha de S.Paulo)

Na matéria do Valor divulgasse os comentários de ações que algumas empresas realizaram nesta fase inicial de teste do Promoted Tweets. Desde que a opção de propaganda foi lançada 30 marcas importantes já fecharão acordo com o Twitter, podemos citar a Coca-Cola, Virgin America e o Starbucks.

As opiniões se dividem. Alguns colegas publicitários afirmam que os testes iniciais são promissores, e há outros que testaram e não compraram novos anúncios. O mercado de publicidade ainda quer mais opções na formatação da ferramenta e na análises dos dados coletados.

“É um formato de propaganda totalmente novo e diferente. Ainda temos que aprender e pensar muito”, diz Shiv Singh, diretor de propaganda digital da PepsiCo Beverages. Por outro lado o Twitter afirma que 80% das empresas que testaram a ferramenta ou suas variáveis compraram novamente o anúncio. O que não significa muita coisa já que está tudo em fase de teste.

Já na matéria da Folha de S.Paulo o assunto foi o evento que debateu o uso comercial do Twitter, Facebook e as demais redes sociais. O encontro foi realizado em Londres e discutiu sobre as empresas e marcas que tem experimentado as redes sociais para divulgar seus produtos.

“As redes sociais representam a transição do modelo de publicidade de mão única para a conversa de mão dupla com o cliente. Isso adiciona valor ao produto e traz segurança ao consumidor” diz Kristin Hersant, vice presidente da StrongMail Systems, empresa especializada em marketing on-line.

Não podemos esquecer a importância do celular em tudo isso. Atualmente as empresas de telefonia estão praticamente dando aos clientes o acesso às redes sociais. Isto, naturalmente, facilita toda esta interação. Sem se esquecer que já existem diversas formas de divulgar produtos pelos celulares.

Ok, entendido! Mas qual a conclusão que se tira de tudo isto?

Simples! Aqueles que souberem alinhar a criatividade com o que interessa ao público será beneficiado. Não é válido apenas encher essas novas mídias de propaganda, propaganda e mais propaganda. Devemos mudar o foco. Pensar que não existem mais clientes e sim pessoas. E o que as pessoas querem ver, escutar, ler… Aquela publicidade primitiva, que pregava que os publicitários deviam apenas criar necessidade, é uma furada nas redes sociais. Um bom exemplo é a exploração desordenada que começou a contaminar o Orkut (parece que agora seguraram um pouco). Quem aguenta um festival de anúncios a cada clique? Isto é ruim até mesmo para a rede social que perde público.

A criatividade é a alma da propaganda brasileira e não podemos perder essa essência. É claro que as alternativas de comunicação das redes sociais são válidas, porém façamos isto com inteligência.

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